Capítulo 1 – Infiltração em Kumogakure – Parte 08

Continuando mais uma parte do primeiro capítulo, pra quem quiser acompanhar desde o início clique aqui. Bom, creio que com o capítulo de hoje dê para vocês entenderem porque o time 9 está entrando com tanta facilidade na aldeia da nuvem. xD

A isolada Kumogakure estava imersa em alvoroço. Seus ninjas corriam por todos os lados, parecendo procurar por alguém. Do alto da academia o time nove observava a ação dos seus possíveis oponentes. No entanto, nenhum dos ninjas do país inimigo pareciam notar a presença dos três. A academia estava deserta e os ninjas saltavam à distância, muito afastados de Neji. Em meio à essa abertura nas defesas do país, o time nove aproveita e penetra na academia pelas portas da frente, tendo certeza de que não encontrariam nenhum oponente pelo caminho. O byakugan oferecia certo nível de segurança nesse momento.

Dentro da Academia não poderia estar mais vazio. Ao adentrar pelas portas da frente o time sente imediatamente como o agitado som dos ninjas saltando nas ruas estreitas de Kumogakure foi sumindo, até ouvir-se apenas um ruído abafado que parecia vir da própria estrutura do prédio em que estavam. Tal como todos os prédios de Kumogakure, a academia era construída em torno das montanhas, com fortes reforços de madeira que se fixavam às paredes da mesma. O resultado era um rangido suave e quase inaudível que surgia com o deslizar dos ventos pela superfície curva das paredes. Fazendo bem menos barulho que o próprio estabelecimento o time nove aprofundou-se em suas entranhas.

Enquanto caminhavam Neji continuava atento com o Byakugan, Lee se movia ao seu lado, carregando o fardo de Kakuzu, enquanto Tenten cobria ambos pela retaguarda, instalando dispositivos de armadilhas sensoras que a informariam caso alguém se aproximasse do time.

Com mais alguns passos os três começaram a perceber os efeitos de morar em Kumogakure. Do lado de fora não haviam percebido, pois ventava forte, mas dentro da academia o ar era rarefeito, tornando mais difícil a simples tarefa de respirar. Em tremenda desvantagem, se o time encontrasse um oponente poderiam não estar aptos a uma luta justa, e isso poderia significar seu fim. Mas Neji continuou seguindo as especificações do prédio cedidas por Ino.

Há poucas horas atrás a garota havia passado por esse mesmo local, embora totalmente desapercebida, disfarçada na mente de um shinobi inimigo. Guiada pelos seus “companheiros” de bandana a garota encontrou a entrada para o patamar inferior da academia, passando por uma sala de aula e adentrando em um armário. A porta do armário levava à um corredor estreito e úmido, de paredes naturais, que parecia descer em espiral. E ao final do corredor, uma enorme porta guardada por sentinelas. A porta lacrava a entrada para uma sala subterrânea, o laboratório onde faziam experimentos com Hyuuga Hizashi. A garota havia percebido, ainda, o tipo de experimentos que faziam no cadáver, tentando descobrir uma forma de manipular o selo dos Hyuugas. Quando presenciou a cena de um ninja de Konoha sofrendo experimentos póstumos, mesmo estando em outro corpo, a garota passou mal, e foi levada pelos colegas para fora do estabelecimento. O Shinobi que cedia corpo para ela desmaiou, e ela pôde sair de sua mente após manipular um pouco dos seus registros. E todos os seus colegas pensaram que o Shinobi de Kumogakure havia apenas delirado ao passar mal. Ino escapou por pouco, mas desesperadamente informou Chouji da situação, e ambos informaram Konoha.

O time continua caminhando, Neji sabe que estão próximos à sala descrita quando repentinamente seu time é interrompido por um som estridente que pareceu sair das paredes. O som era de uma voz muito irritante, aguda e desesperada, saindo de alto-falantes instalados pelo prédio, e parecia ecoar em toda a vila. Ela dizia:

—Todos à procura, imediatamente! Para quem ainda não ouviu o chamado, o senhor Raikage ordenou que todos saíssemos à procura de seu irmão Bee! Estão dispensados da tarefa somente os ninjas de função vermelha! Todos os outros, procurem seus líderes de esquadrão e saiam em busca de Bee. Repito, imediatamente!

Mal dava para suportar a fala da mulher, mas ao final do aviso o time nove percebeu porque a Academia já estava vazia. Aparentemente o local era o último em que esse tal Bee frequentaria, portanto ninguém procurava lá. Caminhando mais um pouco o time nove finalmente chegou à sala de aula especificada. Ela estava vazia, sem sequer um sistema de segurança. Em todo o prédio não havia nenhum tipo de vigilância, aparentemente eles usavam-se de um sistema de vigia desconhecido por Konoha, mas que estaria desativado nesse momento.

Neji caminha calmamente em direção ao armário correto. Seu byakugan já lhe acusava ter descoberto a passagem para a câmara subterrânea. Ele abre o armário e se depara com centenas de objetos comuns das aulas ninja, desde simples cadernos, livros e canetas até kunais e shurikens. Sabendo o que tinha além da parede do armário, ele retira cuidadosamente cada objeto, verificando possíveis armadilhas em cada um deles que poderiam dificultar a entrada. O fato de ninguém ter sequer notado sua presença até o momento estava preocupando-o demais.

***

Enquanto isso, no escritório do Raikage, estava uma movimentação incrível também. Vários assistentes correndo de um lado para o outro com pesadas pilhas de papel. O Raikage não estava nem um pouco tranquilo, não aparentava estar nada bem. Há pouco tempo havia discutido seriamente com seu irmão acerca de seus ideais.

Killer Bee queria ser cantor de Enka. O Raikage discordava desse seu sonho, afinal de contas, um shinobi Jinchuuriki tinha quase tantos deveres para com seu vilarejo quanto o próprio Kage. Ele era uma poderosa arma que deveria servir à vila quando fosse ameaçada por um poderoso inimigo. Killer Bee, no entanto, não gosta de responsabilidades, e discutiu até o fim com seu irmão para defender seu ponto de vista. Ambos tiveram uma briga de irmãos, que ao nível dos dois se tornou um embate shinobi que causou sérios danos ao setor leste da vila.

O escritório inteiro estava numa correria danada para concertar os problemas causados por essa pequena briga, e até os alunos da academia foram dispensados para evitar problemas. No entanto, nenhum desses problemas parecia-se com o que estavam enfrentando então. Bee havia desaparecido, sem deixar nenhum bilhete de aviso ao irmão, e o Raikage, preocupado, enviou todos os ninjas de que dispunha para procurar seu irmão. O líder tentava transpassar a idéia de que estava fazendo isso pelo bem da vila, afinal de contas, não podia deixar que uma grande arma caísse nas mãos dos inimigos. O Raikage sempre tenta demonstrar estar preocupado primeiro com assuntos mais maduros e de urgência. No entanto, não dava para negar o quanto ele estava preocupado com o irmão. Já sabia sobre os Akatsukis capturando Jinchuurikis, já que Yugito foi uma de suas vítimas. E pelos números alarmantes não demoraria muito para irem atrás de seu irmão.

Então, no meio de tanta papelada, chega uma ave mensageira ao Raikage. Ele a recebe, e debochadamente abre a carta para ler, mas logo percebe o quanto o conteúdo era importante. O remetente era Jingo Yotsuki, do Clã Yotsuki, um Jounin do seu vilarejo que estava fora também sem o consentimento do líder. Na carta, o Jounin confessava arrependido um crime que cometera, e pedia perdão ao seu líder. Ele era chefe de um setor de segurança na entrada da vila, e pedia perdão por ter falho em sua missão.

—Senhor, sinto muito, mas houve um grave buraco na nossa segurança, e é tudo culpa minha… — dizia na carta — Bee queria muito sair da vila, e eu falhei ao permitir a sua saída pelo meu setor. E eu também não conseguiria detê-lo se tentasse.

Estarrecido, o Raikage já imaginava uma forma de punir seu subordinado severamente. Um ato da mais alta traição foi perpetrado diante de seus olhos. Mas ele continuou a ler a carta.

—Killer Bee desejava apenas sair para treinar e esfriar a cabeça, mas sabia que não poderia sem o consentimento do senhor Raikage. Então eu permiti que ele saísse. Ele foi treinar em Unraikyo! Senhor, peço perdão novamente. Segui seu irmão temendo por sua segurança, mas fui um tolo. Fui parado no meio do caminho por um grupo de Shinobis da Akatsuki… Reconheci pelas roupas pretas de nuvens vermelhas. Tentei resistir à eles, mas são muito poderosos. Eram quatro no total, três garotos e uma garota, pareciam todos muito jovens. O líder tinha cabelos pretos, o sujeito que me derrotou tinha cabelos brancos e o outro tinha cabelos castanhos. A garota ficava só observando de longe. Senhor, resisti o máximo que pude, mas eles queriam saber onde estava o Hachibi. Foi quando o líder fez alguma coisa com os olhos e eu caí… não me lembro de mais nada senhor…Acho que Bee corre muito perigo…


O Raikage pondera por um breve instante. Apesar de se preocupar com seu irmão, não vê como ele possa ser encontrado em Unraikyo. A Akatsuki certamente havia procurado por ele, mas seu subordinado ao menos resistiu e não contou nada. Unraikyo era um local de difícil acesso, não sendo um único local, mas toda uma cadeia de montanhas com vários templos embutidos nelas, e somente sabendo que Bee estava lá daria para desbravar o local à sua procura. O kage então toma a decisão de não agir precipitadamente, e envia equipes para averiguar a gigantesca serra de Unraikyo.

***

O time nove avançava cuidadosamente pela estreita fenda aberta na lateral da montanha. A cada passo parecia que o ar ficava ainda mais rarefeito, e a visão deles turvava-se nos limites da escuridão. Antes de sair da fenda, Neji percebe a presença de dois enormes shinobis, sentinelas, guardando a entrada para a câmara secreta…

Por hoje é isso. xD Vou acabar, eu juro… xD

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~ por Alan Flamer em 26/03/2010.

Uma resposta to “Capítulo 1 – Infiltração em Kumogakure – Parte 08”

  1. nossa
    fico ótimo Alan
    *_*
    achei mto da hr o que vc fez de usar direitinho a página do mangá original
    xD

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