Capítulo 1 – Infiltração em Kumogakure – Parte 02

Nota: Não sei quem fez a imagem acima, mas eu dedico a autoria à essa pessoa. xD E desde já valeu! Muito bem pessoal, continuando com a história da fic, clique aqui quem não viu a parte 1. Vamos agora à parte 2:

Muito longe de Konoha, em meio à uma sólida imensidão rochosa, dois shinobis descem a lateral de uma montanha. Um rechonchudo de longas cabeleiras castanhas, que carregava em suas costas uma enorme mochila, recheada com toda sorte de equipamentos, desde barracas até uma gaiola com uma águia dentro, e uma garota esbelta e loira, carregando somente um rico buquê de flores.

—Não acredito que eles recusaram as Tulipas! —repetia Ino com amargura no olhar.

—Ah, mas a desculpa é convincente. “Que flores sobreviveriam aqui?” —Dizia Chouji numa tentativa de reconsciliação.

—Isso é óbvio! Não estou reclamando dessa desculpa, mas da forma como eles disseram. “Ninjas das montanhas não precisam de flores! Elas não sobrevivem!” —Ino continuava debochando amargamente da atitude dos seus anfitriões.

—É… foi mais ou menos assim que eles falaram mesmo. — admite Chouji, baixando a cabeça para ver seus próprios pés afundando na areia, um a um, enquanto retornam para Konoha. — Mas também, eles estavam ocupados demais pra nos dar atenção. Viu só aquele cara? Quibe…

—Era KillerBee! — Ino interrompe com tom desaprovador, mas sua expressão logo muda para preocupação — Você viu como ele é forte? Estava brigando de igual para igual com o Raikage…

—Pois é. Ele não é o tipo de pessoa com quem eu ou você pudessemos lidar. E o pior é que eu acho que o que vimos não passou de uma leve briga de irmãos.

—Irmãos? Aqueles monstros são irmãos? — pergunta Ino, parando repentinamente a caminhada. Seu olhar demonstrava pânico.

—Isso! Enquanto brigavam eu ouvi um comentário de um dos ninjas de lá. Parece que o tal Quibe queria muito fazer alguma coisa que seu irmão não deixava. Pelo que disseram, o temperamento do Raikage não é dos melhores, e é costumeiro saírem no braço quando discordam de algo. — Chouji parou de andar um pouco depois de Ino. Estava mais à sua frente, olhando preocupado para o horizonte. — São o tipo de inimigos que nós odiaríamos. — Ele faz uma pausa, retorna para Ino e faz um gesto com os braços, oferecendo-se para carregar as suas flores.

—Que tipo de coisa faria irmãos brigarem? — Ino entrega as flores, e ao perceber o que acabara de falar, para de súbido congelada, como se sua mente se transportasse para muito longe.

—Que foi? —Pergunta Chouji, já imaginando no que Ino pensou.

—Nada. Só me lembrei da última missão da Sakura…

—Ah. Ainda bem, então é normal, só está pensando na Sakura como sempre, afinal de con-

—Não é na Sakura que eu penso. — Interrompe Ino. Sua feição preocupada ficou mais rígida, e ela levantou novamente a cabeça para ver o horizonte em direção à Konoha. — Ela disse que Sasuke finalmente matou seu irmão Itachi. Mas nenhum dos dois foi encontrado. No lugar onde eles lutaram só restaram escombros. Imagino o que aconteceu com o Sasuke. — E Chouji muda, de preocupado para frustrado, e diz rispidamente:

—Você não deveria mais pensar nele. Eu quase morri por causa dele, mas parece que se perdeu e não quer mais voltar para nós. Seria tudo mais fácil se todos nós desistí-

—Não diga isso! — Ino interrompe Chouji mas uma vez, mas percebe que era melhor ter deixado ele continuar o que dizia. Seu rosto era uma mistura de tristeza e raiva. Ambos permanesceram em silêncio por um tempo que não perceberam, mas o silêncio se quebrou com Ino recobrando responsavelmente seu dever. — Temsos que nos comunicar agora não? O plano era enviarmos uma mensagem à Neji assim que saíssemos de Kumogakure, ao menos era isso que dizia a mensagem de Tsunade Sama.

—Bom! — Chouji se aliviava do peso que carregava, colocando cuidadosamente todo o seu equipamento no chão. Ele tirou a águia de dentro da gaiola, e começou a preparar o aparelho preso às garras do animal, onde se prenderia a mensagem — Se a Hokage diz, é uma ordem então. O que vamos escrever?

—Não vamos escrever. — Ao dizer isso ino percebe que seu companheiro não entendeu sua intenção, então ela faz um breve sinal com as mãos, que Chouji já conhecia à muito tempo.

—Shinten no Jutsu? Mas porque fazer isso agora? Não vamos espionar… — Embora conhecesse o Jutsu, Chouji ainda não percebia claramente o porque de usá-lo. Ino baixa sua cabeça, e pacientemente explica o plano à seu amigo.

—Nenhuma ave encontrará o time de Neji sozinha. Eles estão se movimentando muito cautelosamente, cobrindo totalmente seu chakra. O próprio Neji cuidará desses detalhes usando o Byakugan. Então eu, que conheço os pontos de encontro, voarei até ele e entregarei a mensagem. Mas não podemos arriscar que Kumogakure intercepte a mensagem no meio do caminho e descubra nossas intenções. É por isso que eu voarei sem mensagem alguma, e arranjarei um modo de informar o time quando encontrá-los. — Ino termina sua explicação esbanjando uma pose pomposa. Ainda envolta em seu orgulho, ela volta à posição do seu jutsu. — Está pronto?

—Peraí. Você está me dizendo que agora, além de toda a bagagem e do buquê de flores eu vou ter que te carregar? — pergunta Chouji, indignado.

—Foi você quem quis carregar as flores!

—Então vou deixá-las aqui!

—Se deixá-las aqui não vou preparar nenhum banquete quando chegarmos!

—Vai ter banquete? — dizia Chouji com os olhos lacrimejantes.

—Talvez… Ninpon, Shinten no Jutsu! – Ino não deu chances para Chouji responder mais nada, pois assim que disse o nome do Jutsu seu corpo caiu desmaiado nos braços de Chouji. A surpresa o fez soltar a águia, e ela lançou vôo imediatamente em meio ao céu. Na cabeça dele somente uma imagem se formava agora, a enorme mesa repleta de comida. Então ele pegou o buquê de flores e os enfiou violentamente dentro da gaiola onde antes estava a águia pensando “Ela disse que não posso deixá-las aqui, não que tenham de voltar inteiras…”, guardou a gaiola na enorme bolsa de equipamentos e pôs ela de volta em suas costas. Segurou firme o mole corpo de Ino, e partiu novamente em viagem à Konoha. — “Só dois dias de viagem” — Pensava.

Já longe dalí, enquanto voava, Ino podia ver além da linha do horizonte que via quando estava em solo. Ela podia visualizar a base da montanha, onde já não havia mais nuvens e um pequeno terreno arenoso se formava. Um pouco mais à frente tinha início a floresta, densa e longa, era o caminho para Konoha. Olhando para o lestes ela ainda pôde visualisar uma cadeia de montanhas pontiagudas que se extendia acima das nuvens. A área parecia muito inóspita, mas uma ou outra cabana era capturada ao longo dessas montanhas pelos vorazes olhos da águia. Ino imaginava que aqueles deviam ser postos de vigilância, mas alguns deles pareciam mais com templos.

O time de Neji era um dos mais rápidos de Konoha. Cheios de energia, era provável que chegassem em Kumogakure em um dia e meio, talvez um pouco menos. Saltavam de galho em galho em alta velocidade, tomando cuidado para não quebrar nenhum nem fazer folhas caírem. Enquanto saltavam eram rodeados por enormes Fuuma Shurikens, presos à correntes que saíam de um pergaminho que envolvia o corpo de Tenten. As Shurikens tinham a função de dispersar seus odores. Assim seria possível captar seu cheiro, mas não seria possível rastreá-los com ele. Neji estava o tempo todo com seu Byakugan ativo, procurando por qualquer sinal de perigo, e Lee, mais rápido e energético, saltava em uma área mais aberta entre os galhos das árvores, cobrindo uma extensão maior enquanto se movia.

Então em um sinal quase silencioso os saltos param, as shurikens desaparecem, e três shinobis se ocultam nas sombras das árvores. Voltando ao local onde pararam os saltos, não se encontrava nada além de mais árvores, e galhos intactos cheios de folhas. Descendo ao nível do chão também não dava para ver onde se encontravam os shinobis. Mas em uma árvore, em sua base, bem oculta — de forma que não daria para ver se não estivesse procurando — uma fenda se abria, naturalmente, como se a árvore tivesse nascido com as raízes divididas ao meio. Dentro da fenda havia um buraco, que foi cuidadosamente coberto por grama. Descendo por esse buraco chega-se à uma gruta subeterrânea, preenchida com lençóis freáticos que refletiam em todas as paredes a pouca luminosidade que entrava pelas frestas no teto. Três shinobis aguardavam nessa câmara subterrânea, apoiando-se com chakra acima da água.

—Vamos esperar quanto tempo aqui? — pergunta Lee, ansioso.

—Até a mensagem de Ino e Chouji chegar. — Reponde Neji, posicionando-se em posição de meditação.

—Ou seja, gastaremos mais chakra parados? — pergunta Lee, impaciente.

—Não. Aguardaremos a mensagem em silêncio, pois não queremos ser rastreados, e enquanto isso não há nada que tenhamos que discutir. Encare isso como um treinamento, você ainda não aprendeu a manipular tão bem o chakra pra andar muito tempo na água. — dizia Neji com olhar levemente triunfante e desafiador.

—Ora! Eu tenho a força da juventude! Meu único limite é o céu, que não tem limite! Então saiba que com esforço eu venço qualquer desafio, mesmo ficar parado em cima da água. Quer saber? — repetia Lee, energético e inpirado — Vou fazer mais que isso! Enquanto você senta e relaxa eu vou treinar de verdade! O verdadeiro desafio de um homem! — E quando terminou de dizer, Lee levantou, correu até uma das paredes rochosas e arrancou alguns pedaços de pedra encravados nela. Segurando-os firmemente aos ombros, começou a correr em círculos pela caverna.

—Lee?! — Tenten tentou parar Rock Lee, mas foi interrompida por Neji.

—Deixe ele… Se isso o deixa feliz. Aliás, não vai chamar a atenção de ninguém lá fora. Verifiquei a espessura das rochas que nos separam da superfície e elas são grandes o suficiente para encobrir esse som. Descanse um pouco.

—Neji… — Tenten olhava para ele com uma expressão preocupada. Em um leve gesto ela se aproximou dele, para falar baixo. — Deve ser bem difícil para você não? Quero dizer, o seu pa-

Tenten parou de falar quando ouviu o agudo pio da águia se aproximando…

Isso aí pessoal, segunda parte da fanfic… Ufa, tá saindo. xD Ah, pro pessoal que falou que quer meu autógrafo, agradesço. hashashahhashahs, olha, eu passo o autógrafo sem problema, com uma condição. Se vocês comprarem o livro, claro. xD Aí eu espalho assinaturas, e talvez até pôsters exclusivos, entre vocês. =P

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~ por Alan Flamer em 10/02/2010.

11 Respostas to “Capítulo 1 – Infiltração em Kumogakure – Parte 02”

  1. Muito bom Alan. ^^

    Tou gostando bastante da Fic, to ficando cada vez mais ansioso pra ver o resto. xD

    Pow Alan, compro o livro sim, mas será que vai ter em portugal? Pode ser que quando lanças eu já esteja la. xD Compro pela net então. xD Mas quero autografado. u.u

  2. ushauhuhs , tb to ancioso pra ve o resto ^^

  3. eu compro kkkkkkkkk to muito ansioso pra proxima parte

  4. Realmente, a história está bem interessante, agora só precisava buscar algumas dicas sobre escrita para tentar dinamizar de algum modo seu texto, pois, pelo menos para mim, o texto se torna em alguns pontos desagradável de ler, fica algo meio artificial, compreende??
    Só um ponto de vista para que você possa melhorar cada vez mais, espero que sejam dicas proveitosas. Ou não…

  5. oras, e ainda tem dúvidas ????
    é ÓBVIO que eu vou comprar o livro
    u.u
    ta ficando ótimo cara
    *_*

  6. Alan,tu é demais.xD parece que vc tem um doujutsu que te permite ver tudo por tras de naruto.voce é demais.quero te pedir que saia pelo menos mais cinco edicoes de tua fics.^_^

  7. Ta a ficar mesmo muito bom *.*
    Eu compro o livro sim..mas para pedir o autografo vai ser mais complicado..mas vou tentar ^^

    Tou anciosa pelo resto 😀

  8. eu compro o livro, mas para isso vc tem que lançar aqui em Portugal!

  9. ta muito boa essa fanfic Alan
    to lendo e ta me espirando á escrever a minha
    mais infelizmente a minha provavelmente ñ vai fik tão boa T.T
    mais vo tenta ^^
    parabens pela criatividade XD

  10. chamo ate~ção até duma portuga aí…rsrsrs

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